9 de jul de 2013

Preciso ser magra!



Posso falar? Não precisa não. Nunca seria hipócrita de falar que “aparência não importa”. É óbvio que aquilo que tá por dentro é o mais importante, mas não há coisa mais gostosa que se sentir bem por dentro E por fora. Eu amo me sentir bonita! Depois que aprendi a me achar bonita – bonita de verdade -, passei a me sentir mais segura e confiante pra lidar com as pessoas, e assim pude fazer mais amigos, meu desempenho na área profissional aumentou e, por consequente, minha auto estima subiu, junto com a minha qualidade de vida.
Também não seria hipócrita de dizer que as pessoas não ligam pra nossa aparência, porque elas ligam. O nosso corpo, nosso rosto, nossos trejeitos e a maneira como nos portamos diante das pessoas… esse conjunto de coisas é o nosso cartão de visitas para o mundo. E o mundo tem mais vontade de se aproximar daquelas pessoas que mostram que brilham – e o primeiro meio de detectar esse brilho em uma pessoa é olhando pra casca, apesar de estar longe de ser o método mais seguro.
O meu medo é a maneira como as meninas estão levando isso a sério. Hoje ser bonita é mais importante do que ser inteligente ou interessante. Gasta-se muito mais dinheiro em maquiagens e tratamentos de beleza do que com livros. Os links com indicações de dietas mirabolantes são pelo menos 5 vezes mais compartilhados que  os textos que tratam de assuntos que envolvam o esforço do cérebro ao invés do corpo.
Ai, me preocupa muito. Me preocupa a quantidade de meninas que me perguntam no instagram, twitter e comentários do blog qual é o meu peso, com a ilusão de que se elas pesarem o mesmo, estarão com um corpo legal. Cada uma de vocês tem um corpo diferente, que precisam de cuidados diferentes e definitivamente não devem ser comparados ao meu ou ao dela.
É claro que de vez em quando a gente pensa: “droga, queria ter a barriga lisinha e chapada igual a da atriz X”. Nós somos seres humanos, insatisfeitos e (o mais difícil de todos), mulheres. Só não dá pra enlouquecer. Vou contar pra vocês que já cheguei a passar horas olhando meu corpo no espelho e desejando ter outro.
Eu não sou a garota mais bonita do mundo, e não preciso ser. Existem muitas outras por aí com cabelos mais sedosos que os meus, dentes mais brancos que os meus, corpos mais sarados que os meus, casas maiores que as minhas, vidas mais empolgantes, roupas mais bonitas, peles mais lisinhas,… mas eu sou EU! E ninguém mais sabe como é isso. Vocês percebem o quanto isso é especial? Nós somos exatamente do jeito que deveríamos ser. Isso, é claro, não te impede de ser vaidosa e cuidar de si mesma, se mantendo sempre saudável e bonita – principalmente pra fazer VOCÊ feliz e satisfeita.
O lance é que a gente não precisa ser uma eterna escrava da beleza, da magreza, das dietas, do projeto verão, do corpo perfeito ou do que quer que seja. Existe outra parte do nosso corpinho que é mais importante de se cultivar: o cérebro. E quem quiser ser magra: seja. Quem quiser ser gordinha (sem deixar de ser saudável): seja. Quem quiser, ser loira, morena, ruiva, careca: seja. Mas seja feliz! Sai dessa de achar que só existe um tipo de beleza! Desencana de tentar se encaixar em algum estereótipo. Já existem tantas garotas por aí que parecem que saíram juntas de uma máquina copiadora! Se você for diferente… se você for VOCÊ, com certeza vai se destacar dessa gente que é assim… tão igual.




                                                                                                         (Por:Giovanna Ferrarezi)
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