25 de dez de 2013

Não era um nós. Era um eu, e um você!



Era pra ter sido nós. Aqueles planos eram nossos. Aqueles sonhos eram pra ter sido realidade. Aquela musica ainda era pra ser a nossa. Um beijo que nunca aconteceu. Um abraço que nunca recebi. Um café da manha que nunca tomei. Uma vida que nunca tive. Contigo. Eu esperei. Eu acreditei que seria pra sempre. Acreditei que teria sido nós. Juntos. Com brigas. Com sorrisos. Com ódio. Com amor. Com discussões. Com carinho. Depositei todas minhas esperança em nós. Cultivei nosso amor com demasiado cuidado. Amei por nós dois, e se possível fosse amaria até por três. Amei, reamei, 
triamei. Realmente acreditei que poderíamos ser feliz um dia. Seria capaz de arrancar meu coração e dá-lo para ti. Nada seria como nós. Ninguém seria mais feliz do que nós. Um “nós” que esteve tão perto de acontecer, mas tão perto, juro que até pude sentir o gostinho da felicidade. Mas de uma felicidade distante, que mesmo perto, continha um abismo de diferenças. Eu nunca planejei desistir. Sempre lutei por nosso amor, por nós, como se fossemos um só. Lutei até quando eu não continha nenhum tipo de força, tanto dentro como fora de mim. Eu insisti, relutei, chorei, me despedacei por você. Em você. Para que no final, eu acabasse só. E, dilacerada, literalmente. Eu sei que era você, que era o nós. Só que isso era o que eu achava, o que eu pensava, o que EU sentia. Não o que você queria. Não era um nós. Era um eu, e um você. Era o nosso abismo particular.
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